Paróquia Nossa Senhora
da Conceição

Costa da Caparica

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Eucaristia – O Grande Milagre…

Veja este video didatico, em animação, descrevendo as maravilhas do que acontece durante o Santo Sacrifício da Missa; uma verdadeira catequese.

O filme

 

 “O Grande Milagre”: uma animação que mostra a Santa Missa de uma forma diferente

 

A animação El gran milagro (O grande milagre) é uma proposta interessante porque elucida parte a parte a Santa Missa, numa proposta envolvente que poderia atrair toda a família: desde a criança de cinco anos (afinal, é uma animação) aos mais velhos.

Todo o filme é baseado e feito a partir do Testemunho da Missionária Leiga do Coração Misericordioso de Jesus, Catalina Rivas, transcrito no livro “A Santa Missa”, que tem o “Imprima-se!” do Bispo Ordinário.

Imprimatur de Mons. José Oscar Barahona C., Bispo de San Vicente (El Salvador)
“Li atentamente o impresso “A Santa Missa”, Testemunho de Catalina, Missionária leiga do Coração Misericordioso de Jesus, e não encontro nele nada contrário à Sagrada Escritura nem à doutrina da Igreja; pelo contrário, creio sinceramente que é um testemunho de sublime ensinamento sobre o mistério da Santa Missa. Recomendo vivamente sua leitura e meditação a sacerdotes e leigos para uma melhor compreensão e vivência do Santo Sacrifício do Altar.”
San Vicente, 2 de março de 2004
Antes de falarmos do filme, é interessante termos em conta o posicionamento da Igreja quanto às “Aparições e Revelações Particulares”, contido no documento homônimo, quando se refere aos critérios de discernimento das mesmas:

“O conteúdo da aparição não pode contradizer nem à razão humana, por falso, maldoso ou imoral, nem à Revelação divina, aos dogmas e a doutrina magisterial da Igreja.” (Nº 2, b)

Analogamente, em 1996, o Serviço de Animação Mariana, de Anápolis-GO, lançou o livro do Padre Francisco Rudroff  “Santa missa Mistério da nossa fé – Meditações em Palavras e Imagem”, buscando aproximar-nos de tão grande Mistério, pelo que não se vê, com as belíssimas gravuras, uma forma atual de adentrar no conhecimento da “Beleza tão antiga e tão nova”, como dizia Santo Agostinho.

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Texto de Vinícius Farias, com adaptações; Originalmente postado em Projeções de Fé. 

A história do filme trata de três pessoas, uma mãe viúva que tem de lidar com a árdua tarefa de criar o filho pequeno, um motorista que recebe a notícia da doença do filho e uma idosa cansada dependência no final da vida. As diferentes situações dos três personagens acabam convergindo na igreja que fica no centro da cidade. A ajuda surge de onde menos essas três pessoas esperam: do menino do sinal de trânsito, de um adolescente que esquece da vida no ônibus ou de um faxineiro de igreja. A ajuda prestada a essas três pessoas que sofrem poderia ser resumida na frase: “às vezes a dor tem que ser compartilhada para ser compreendida”. Possivelmente para mostrar que Deus está à nossa espera, em qualquer paróquia vivo e real na eucaristia, ainda que nem sempre enxerguemos bem essa verdade.
Na verdade, o menino do sinal, o adolescente e o faxineiro são anjos disfarçados que encaminham sutilmente os três para a igreja no centro da cidade. Lá, por uma graça extraordinária, os três conseguem ver a Missa de uma forma mística. Eles passam a ver demônios que surgem de todos os cantos para distraírem ou incitarem os fiéis a pecar, anjos que defendem aqueles que estão atentos e em oração, a Virgem Maria que aparece para consolar as dores de um dos personagens, os anjos que levam as petições e oferendas a Deus durante o ofertório, as almas dos bem-aventurados e a das almas do purgatório, etc.
O filme é uma forma “plástica”, como dizem alguns liturgistas, de esclarecer que as partes da Missa que vemos fisicamente são ínfimas em relação ao todo. Logo que assisti ao filme, lembrei-me das visões místicas do padre alemão João Batista Reus, que via o rosto de Cristo na hóstia, chamas saírem de suas mãos ao abençoar os fiéis, anjos e santos cantando e adorando a Deus no momento da consagração, etc. Outros santos também já tiveram esse tipo de visão durante o culto eucarístico e isso nos faz pensar que é um filme extremamente real do ponto de vista da experiência dos santos.Com a intenção de fomentar a consciente, boa e frutuosa participação da Santa Missa é que o  recomendamos. Afinal, é bem feito, o roteiro não é ingênuo, leva-nos realmente a amar mais a missa e a confiar mais em Deus. Dentre as cenas, porém, devemos alertar que há uma que explica-se pelo contexto da graça extraordinária, mas que poderia tranquilamente ser retirada para evitar confusões. Nessa cena, o falecido marido da viúva aparece e dialoga com ela para dizer que sempre estará ao lado dela e do filho. Nos comentários do Youtube alguém já reclamou abertamente: “espiritismo é pecado […]”.
A cultura espírita talvez não seja tão forte no México (onde o filme foi produzido), quanto aqdiante dos propósitos de Deus, nada é impossível, a começar pelas visões da Missa que os personagens tiveram.
A mensagem que fica, é, sem dúvida, a de que a Missa é um mistério que transcende em muito nosso entendimento. É um convite a ir além, a não contemplar esse mistério de longe, com estranhamento, mas entrar nele e adorar a Deus de forma mais intensa – “em espírito e em verdade” (Jo 4).
Ficha Técnica:

Produtora e Diretor: 
Dos Corazones, S.A de C.V | Bruce Morris

Ano: 2011
País: México
Duração: 70 min
Música: Mark Mckenzie
Gênero: Ficção/Drama/Animação
Idiomas: Espanhol, Inglês e Polonês
Estúdio de Animação: Imagica Film, México